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Entenda como um problema dentário foi um dos fatores que causou a morte de Mike Williams, ex-jogador da NFL

Após sofrer acidente, quadro de saúde foi agravado por uma "sepse bacteriana com abscessos cerebrais e pneumonia, originada de cáries múltiplas e raízes dentárias retidas" que levou o atleta à morte



crédito da foto: assessoria de imprensa


Laudo da causa de morte de Mike Williams, ex-jogador da NFL, revelou que após sofrer um acidente o atleta teve seu quadro de saúde agravado por uma “sepse bacteriana com abscessos cerebrais e pneumonia necrotizante devido a cáries múltiplas e raízes dentárias retidas”.


A sepse (ou septicemia) é conhecida como infecção generalizada e ocorre quando bactérias, vírus ou microorganismos que causam processos infecciosos entram na corrente sanguínea e são transportados para regiões do corpo, podendo levar à falência múltipla dos órgãos, inclusive infarto.

No caso de Williams, as cáries múltiplas e raízes dentárias retidas (quando a raiz é fruto de uma extração mal realizada e fica retida dentro do osso) foram a porta para que diversas bactérias entrassem em sua corrente sanguínea.


O que acontece no corpo

“Temos na boca, de 100 milhões a 1 bilhão de bactérias, patogênicas e não patogênicas, em cada gota de saliva. Elas rompem a barreira gengival, que protege o organismo, entram na corrente sanguínea e se espalham para outras partes do corpo. Se o sistema imunológico não consegue controlar rapidamente a infecção, pode ocorrer uma resposta inflamatória generalizada, favorecendo a sepse”, explica Marcelo Kyrillos, cirurgião dentista da clínica Ateliê Oral.

Entre as doenças bucais que favorecem a entrada das bactérias pela boca, Kyrillos cita a própria cárie, além da gengivite e da periodontite, que são inflamações e infecções na gengiva ou nos tecidos, ligamentos e ossos que envolvem e sustentam os dentes.



Fique de olho

Para evitar que nossa boca seja vulnerável à entrada dessas bactérias no organismo, a recomendação do especialista é não subestimar dores de dentes, sangramentos, entre outros incômodos na cavidade oral. “A gengiva não deve jamais sangrar, tanto ao escovar os dentes, quanto ao passar o fio dental. Esse é o mais importante alerta: se, ao morder uma maçã ou qualquer outro alimento mais resistente, notar um sangramento gengival, algo errado está acontecendo e a boca está pedindo socorro”, alerta.


Outra recomendação é não introduzir objetos, como lápis, caneta, agulhas de costura, sem nada disso estar esterilizado, ou mesmo levar a unha à boca.

Por ser o sistema imunológico essencial no combate às bactérias, o especialista cita ainda os grupos mais suscetíveis à sepse ocasionada por infecção bucal. Pessoas com doenças crônicas, tais como: diabetes, doenças cardíacas, pulmonares e renais crônicas, aquelas que fazem tratamento quimioterápico ou uso de medicamentos imunossupressores (como corticosteroides) ou mesmo as pós-transplantadas. Atenção especial aos idosos e a quem faz uso excessivo de álcool e tabaco.


“A ida ao dentista, assim como a higiene bucal correta, é negligenciada. Casos como o de Mike Williams infelizmente não são exceção. Saber cuidar, proteger e monitorar a boca fará uma diferença vital, em casos de doença ou infecções mais graves”, enfatiza.

 


Por assessoria de imprensa

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