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  • Foto do escritorBrasil Cotidiano

Espinhas, oleosidade e excesso de pelos? Pode ser pelo uso de anabolizantes

A incansável busca pelo corpo perfeito está acabando com a saúde da pele.



Quem nunca desejou um corpo escultural, sem os incômodos de uma gordurinha a mais, com a promessa de que tudo vestirá bem? Porém, nem todo mundo está disposto a pagar o alto preço da disciplina, cuidado com a alimentação, a pratica de exercícios e principalmente, respeitar a natureza do próprio corpo.


Muitas pessoas buscam atalhos para atingir o corpo escultural e se rendem ao uso de esteroides, porém, assim como qualquer medicamento, eles podem fazer muito mal, principalmente para a pele. De acordo com a dermatologista, Paula Sian, o uso de anabolizantes age diferente em cada organismo, mas, em todos os casos, há reações. “Cada um de nós tem um nível de hormônios, e toda vez que fazemos uso deles, podemos ter efeitos colaterais, já que o nosso corpo não está acostumado com níveis tão altos” – explica a dermatologista.


Na dermatologia é comum se deparar com complicações devido ao aumento de sebo na pele por conta do uso da testosterona e os seus derivados. São glândulas acopladas aos pelos e liberam o seu conteúdo através dos poros da pele (os buraquinhos por onde a pele libera o suor, o sebo e o calor).


Em consequência do aumento de sebo na pele, há um considerável acúmulo de oleosidade na no rosto, tronco e couro cabeludo. A começar pelo cabelo, o excesso de óleo causa diversos problemas como a caspa, queda, meu cheiro, entre outros sintomas que variam a cada organismo. As áreas mais afetadas são a testa e o polo da cabeça, os principais responsáveis pela calvície induzida pelo excesso de hormônios masculinos.


Outro problema comum do aumento da produção de sebo, é o surgimento de cravos e espinhas. A multiplicação da produção de sebo pode atrair bactérias que se alimentam dele e produzem inflamação, levando ao surgimento espinhas. E, em muitos casos, um quadro grave pode se manifestar, evoluindo para infecções. “Alguns pacientes que já tem história de acne podem ter espinhas grandes, internas, verdadeiros cistos dolorosos” – alerta, Paula. Estas espinhas internas podem deixar cicatrizes grandes e profundas, que só melhoram com uso de isotretinoína oral, e tratamento estéticos mais invasivos, como peelings químicos, peelings a laser, microagulhamento, preenchimento.


Para tratar estes males, o primeiro passo é interromper o uso de hormônios, caso contrário, os efeitos colaterais vão continuar. Em seguida, é possível indicar tratamentos que não sejam apenas paliativos. “Alguns pacientes pedem para fazer uso de isotretinoína oral para tratar a acne. Porém, se continuarem mantendo o ciclo de anabolizantes, possivelmente a acne irá voltar, junto com uma sobrecarga do fígado” – finaliza, a dermatologista. Nos casos de calvície, caso a falha seja muito extensa, possivelmente o único tratamento será o implante capilar.


Embora o uso prescrito de anabolizantes seja defendido por alguns médicos, ninguém está livre de sofrer com as contraindicações que podem se manifestar. Por isso, a dra. Paula, sugere que, mesmo sendo um caminho mais longo, o mais indicado é dedicar-se aos treinos, manter uma boa alimentação, que com certeza contribuirá para uma pele e cabelos mais saudáveis, e principalmente para uma vida com mais qualidade e longevidade.


Dra. Paula Sian (Dermatologista)


Dermatologista desde 2007, Paula Sian Lopes é formada pela Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), onde também fez residência em Clínica Médica e Dermatologia. Especializou-se em Farmacodermia e Dermatoses Imunoambientais na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e em Medicina Chinesa e Acupuntura na Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA).


Desde 2011, Paula atende em seu consultório próprio com o viés em Dermatologia clínica, estética e cirúrgica, tanto para adultos como crianças. Além disso, a especialista realizou serviços voluntários no ambulatório de alergias da UNIFESP, de 2013 a 2017.


A médica também é escritora e acaba de lançar o “Um burnout para chamar de seu”, um livro que relata, pelo ponto de vista do paciente como é conviver com o burnout.


CRM: 111963-SP RQE Nº: 38348





Por assessoria de imprensa

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