top of page
  • Foto do escritorBrasil Cotidiano

Mercado americano de crowdfunding atinge a marca de US$ 2 bilhões em negócios, e o Brasil?

A cofundadora e CEO de plataforma de investimentos em startups, Camila Nasser, explica diferenças

de cenários entre os dois países e destaca o que falta para que o Brasil possa se desenvolver


Crédito da foto Assessoria de imprensa

São Paulo, outubro de 2023 - A marca de 2 bilhões de dólares de crowdfunding já é uma realidade para os Estados Unidos. O crowdfunding de investimentos é o financiamento de uma iniciativa a partir da colaboração de pessoas que decidem investir recursos financeiros e possuem interesse no resultado final. Essa modalidade é nova e só entrou em vigor no Brasil em 2017, regulamentada pela CVM-588. No entanto, os EUA saíram na frente e já possuem maior desenvolvimento nesta área, mas por quê?


De acordo com Camila Nasser, cofundadora e CEO do Kria, plataforma de investimentos em startups, os Estados Unidos levaram cinco anos para atingir o primeiro bilhão de dólares transacionado no crowdfunding e apenas dois anos para chegar ao segundo bilhão de dólares, ou seja, dobraram o alcance em menos da metade do tempo. Esse marco representa a evolução de um mercado em que o investidor tem conhecimento, significando também um crescimento expressivo, com impacto de US$ 5 bilhões na economia local e a geração de 400 mil empregos.


Isso aconteceu nos Estados Unidos porque, segundo Camila Nasser, o investidor está acostumado a participar do mercado de capitais. “As plataformas de crowdfunding lá fora conseguem atrair milhões de pessoas. O americano comum já está na bolsa, atualmente 60% deles detêm ações, o maior nível desde 2008. Então é um movimento natural para esse investidor começar a investir em empresas, em negócios e em mini IPOs”, ressalta.


No Brasil, mudanças regulatórias estão incentivando a estruturação do equity crowdfunding. Para conseguir promover a educação financeira para pessoas que investem no país, está acontecendo um movimento impulsionado por grandes players que começaram a falar de maneira direta com os investidores comuns, que antes não acessavam o mercado de capitais, com o objetivo de educá-los. Isso já demonstra um grande avanço em questão de conhecimento e expertise do investidor brasileiro.


Por essa razão, Camila está confiante de que o Brasil está no caminho para ser uma potência futura do equity crowdfunding. “O nosso país possui milhões de empresas, os PMEs são responsáveis por quase 30% do PIB nacional e por grande parte da geração de emprego. Então temos um mercado gigantesco a ser explorado e o crowdfunding de investimento é uma ótima ferramenta para isso, através de educação e de respaldo regulatório”, destaca.


Em relação ao futuro do mercado de capitais, a especialista aponta que nos próximos três anos, haverá uma uma revolução, com a descentralização desse segmento, dando mais espaço aos investidores comuns. Para ela, o acesso à informação é o principal fator para que essa transformação se torne realidade.


“Estamos na era da educação em massa, ou seja, as redes sociais, os criadores de conteúdo, os eventos, a inteligência artificial e tudo que é colocado na mídia ajuda a educar a população. O processo de digitalização está permitindo que cada vez mais pessoas façam parte do cenário de investimento, o que representa uma evolução da sociedade”, finaliza Camila.



Sobre a Kria


O Kria é uma plataforma de investimentos em startups, que democratiza o mercado de capitais ao intermediar ofertas públicas para PMEs, permitindo que investidores do mercado virem sócios dos negócios mais dinâmicos da economia. Fundada em 2014, foi a primeira plataforma da modalidade no Brasil, tendo acompanhado mais de 100 mini IPOs, com 14 retornos já gerados aos investidores.




Por assessoria de imprensa

bottom of page