top of page
  • Foto do escritorBrasil Cotidiano

Ostomia atinge milhares de brasileiros e deve deixar de ser tabu

Mais de 400 mil pessoas no Brasil passaram pelo procedimento que cria abertura no abdômen e intestino para liberação de fezes por meio da bolsa de colostomia


Crédito da foto: Assessoria de imprensa

Para pessoas com condições de saúde crônicas como câncer, doenças inflamatórias, traumatismos ou infecções que atingem o sistema digestivo, urinário ou respiratório, a estomia – ou ostomia – é uma oportunidade de melhora considerável da qualidade de vida. No entanto, a falta de conhecimento sobre o assunto ainda é obstáculo na busca por uma vida mais leve.


Segundo o Ministério da Saúde em 2022, mais de 400 mil pessoas são ostomizadas no Brasil, sejam ostomias temporárias ou permanentes. A ostomia é um procedimento cirúrgico permanente ou não que cria uma abertura no abdômen e intestino grosso, por exemplo, para a liberação de fezes por meio da bolsa de colostomia.


Nesse cenário, já existe a adaptação da rotina do paciente, mas muitas vezes há também o desafio de lidar com a falta de acessibilidade e de conhecimento na sociedade. “Existem crenças de que a bolsa de colostomia possui um cheiro ruim. No entanto, se higienizada corretamente e estiver encaixada corretamente, isso não acontece”, explica Alexander de Sá Rolim, proctologista e cirurgião do aparelho digestivo especialista em doença inflamatória intestinal na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.


A ostomia pode ser realizada em vários órgãos do corpo por diversos motivos e, para além da colostomia, existem a traqueostomia, a qual é feita na traquéia para possibilitar a respiração do indivíduo, nefrostomia – feita nos rins –, ileostomia – realizada no íleo –, ureterostomia – feita na ureter, gastrostomia – no estômago – e vesicostomia – na bexiga.


Acessibilidade para pacientes ostomizados


De acordo com o especialista, especialmente quando se trata de uma ostomia permanente, o paciente pode apresentar dificuldades emocionais em se acostumar com a convivência com a bolsa, lidando com falta de autoconfiança e até mesmo vergonha. “Nesse momento, o papel do médico e da enfermeira especializada em ostomia é fundamental para essa adaptação e acolhimento do paciente, ressaltando que a ostomia é benéfica para a qualidade de vida”, comenta ele.


Outro fator importante é reconhecer que os pacientes ostomizados são tidos como pessoas com deficiência e, para uma melhor qualidade de vida perante a sociedade, precisam de adaptações em banheiros, por exemplo.


“O paciente ostomizado com uma colostomia ou ileostomia precisa higienizar a bolsa removível algumas vezes ao dia, além de não ter o controle do momento em que irá ocorrer a saída das fezes. Logo, banheiros adaptados são imprescindíveis para garantir uma qualidade de vida e até mesmo liberdade para frequentar os lugares que desejar sem a preocupação de voltar para casa quando precisar realizar a higienização”, comenta o proctologista.


Segundo o Guia de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia, do Ministério da Saúde, os pacientes ostomizados descobrem ao longo do tempo o que precisará ser readequado para viver uma vida saudável com a condição. Além disso, também reforça que a reabilitação e a integração social são aspectos definidores para uma melhor qualidade de vida.


“A aceitação é essencial para o bem-estar do paciente, mas pode ser desafiadora em alguns momento em uma sociedade que está dando os primeiros passos no conhecimento e compreensão do que é a ostomia, buscando desmistificar preconceitos relacionados à essa deficiência invisível”, finaliza Alexander de Sá Rolim.



Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade, como Oncologia e Transplantes de Medula Óssea. Conta também com 1 Unidade especializada em Reabilitação e Cuidados Paliativos na Granja Viana.


Os hospitais gerais com atendimentos privados da Rede subsidiam as atividades de cerca de 40 unidades administradas pela São Camilo e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em 15 Estados brasileiros. No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com 25 centros de educação, dois colégios e dois centros universitários.



Por assessoria de imprensa

Comentários


bottom of page